quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

— Ei garçom,


    

Vamos esquecer de tudo aquilo que já nos fez mal. Vamos aprofundar nossas proezas no que nos faz bem. Um brinde ao amor, ao desastrado do amor que consegue afetar a cada um de nós. Um brinde a todos filhos da puta. Um brinde à todos os corações partidos que não se regeneram. Um brinde as lágrimas que permaneceram fortes e não escorreram-lhe pelo rosto. Um brinde aos desamores. Um brinde para a idiota. Um brinde pra felicidade. Um brinde para os sorrisos que venceram a dor.  Ei garçom, pode trazer. Traz uma dose de memórias e de acompanhamento, um analgésico. Traz uma dose de cuidado e outra de preocupação. Não importa o que seja, pode trazer. Garçom, traz uma dose de frieza e de esquecimento… deixa eu ter uma overdose disso também. 

M.M

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